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Transtornos de Ansiedade - Parte 2

Transtornos de Ansiedade - Parte 2

Existem diversos tratamentos disponíveis para os Transtornos de Ansiedade. Para que uma boa decisão clínica seja tomada, alguns aspectos precisam ser levados em consideração.

Sobre o tratamento dos Transtornos de Ansiedade

Os prejuízos relacionados aos transtornos de ansiedade podem surgir rápida ou lentamente, sem que a pessoa acometida tenha clareza do que está acontecendo. Aspectos culturais ou associados ao gênero ou à idade podem influenciar a forma de perceber e descrever os sintomas ou o desconforto. Crianças e pré-adolescentes, por exemplo, expressam-se e apresentam sintomas de modo distinto do adulto: choro, teimosia, desobediência e comportamentos “inadequados” para a idade podem ser sinais de ansiedade e medo nessa população. Além disso, ameaças reais no ambiente (como ocorre nas situações de abuso) ou transtornos como agorafobia e ansiedade generalizada em pessoas que desempenham papéis importantes na vida do sujeito são capazes de promover a insegurança e instabilidade observadas.

Nessa população, é comum haver um padrão de esquiva diante de eventos específicos (como uma festa ou um desafio profissional) ou o desencadeamento de sensações corporais (como um aperto no peito ou uma pequena elevação no ritmo dos batimentos cardíacos, sem motivo aparente) em resposta aos quais o sujeito com ansiedade patológica tende a emitir comportamentos de evitação, que  cessam o seu incômodo, mas podem ser incapacitantes caso o indivíduo se afaste de suas atividades normais, restringindo assim o seu contato com o mundo. 

Além de um tratamento medicamentoso, qualquer tratamento realmente eficaz deverá passar pela retirada de fatores capazes de influenciar o quadro disfuncional e a manutenção do nível alto de estresse.

Como já dissemos, o diagnóstico é feito pelo psiquiatra, apesar de o psicólogo habituado a lidar com pacientes psiquiátricos poder ajudar a elucidar algumas dúvidas e, se necessário, encaminhar ao psiquiatra.

Alguns aspectos próprios desses quadros precisam ser levados em consideração. Vários indivíduos, por exemplo, têm medo de tomar medicamentos psicotrópicos, mesmo que façam uso de outros tipos de remédios. Alguns começam a temer, até mesmo, os medicamentos usados no tratamento de doenças como diabetes e hipertensão. No início, a psicoterapia pode ser essencial para a realização do tratamento medicamentoso, reforçando a necessidade de mantê-lo e dirimindo as dúvidas e inseguranças ocorridas no período entre uma consulta e outra, especialmente no caso de o médico não estar acessível, por alguma razão. 

Adicionalmente, fatores como a idade do paciente, o custo e esquema de administração do medicamento ao longo do dia, o tipo de efeitos colaterais apresentados, assim como a presença de insuficiência renal ou hepática e a possibilidade de interações medicamentosas devem ser observados, pois podem influenciar os resultados por razões diversas. Daí a necessidade de contar com o profissional especializado, discutindo as situações com clareza com o paciente e, se for o caso, com seus familiares e outros profissionais envolvidos, a fim de informa-los o suficiente para que estejam aptos a relatar adequadamente eventos ou circunstâncias potencialmente relevantes para a tomada de decisão. 

Existem algumas diretrizes básicas importantes, normalmente conhecidas pelos especialistas. É necessário observar quais os medicamentos liberados para uso nas faixas etárias correspondentes à infância, pré-adolescência e adolescência, assim como os menos suscetíveis a interações medicamentosas, caso os pacientes necessitem usar diversos medicamentos ao mesmo tempo, situação muito comum entre idosos. Na gestação, alguns antidepressivos são mais recomendados do que outros. Adicionalmente, durante a amamentação é necessário considerar quais medicamentos são indicados, uma vez que alguns destes podem chegar até o bebê.

É importante estar atento, a fim de promover os cuidados necessários adequadamente, evitando que alguns indivíduos com um transtorno de ansiedade passem boa parte da vida às voltas com limitações que comprometam qualidade de vida, autoestima e capacidade de desempenho profissional e pessoal.

Texto escrito por:
• Anny Karinna P. M. Menezes - Médica Psiquiatra e Analista do Comportamento (CRM-SP 89012; RQE 29874)
• Dennys S. Oliveira - Psicólogo e Analista do Comportamento (CRP 06/120105).

 

 

 

 


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